25 de agosto de 2016

O Barato do Clube de Ciências

Eunice Gavioli e os alunos, que construíram a maquete de um foguete: projeto para colonizar Marte deu origem ao clube da Escola Moppe, de São José dos Campos. Foto: Gustavo Lourenção
Eunice Gavioli e os alunos, que construíram a maquete de um foguete: projeto para colonizar Marte deu origem ao clube da Escola Moppe, de São José dos Campos. Foto: Gustavo Lourenção
Durante as décadas de 1960 e 1970, muitas escolas brasileiras montaram clubes de Ciências. Na época os professores estavam preocupados em mudar o ensino da disciplina para atender aos rápidos avanços tecnológicos. "O objetivo era formar pequenos cientistas e a ênfase era o trabalho no laboratório", lembra-se o professor Ivan Amorosino do Amaral, do grupo Formar Ciência, da Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas.

De lá para cá a realidade mudou muito — e os clubes de Ciências também. Hoje o que importa é relacionar os conteúdos ao cotidiano dos estudantes e às outras áreas do conhecimento. Assim funciona o clube da Escola Moppe, de São José dos Campos (SP). Lá o laboratório não é o centro das atenções. Mais vale estimular a criatividade, envolvendo professores de várias áreas, alunos e familiares dispostos a levar para a sala de aula um pouco de sua experiência de vida. "O ideal é que a iniciativa esteja prevista no projeto pedagógico, contendo objetivos, metodologia, cronograma e recursos necessários", acrescenta Jorge Machado, da Faculdade de Educação da Universidade Federal do Pará.

Se você se interessou pela idéia, não hesite em pedir ajuda. Há centros de estudo com os quais você pode se corresponder e pedir sugestões (veja indicações no final desta reportagem).

A escola vai a Marte 
São José dos Campos, no interior de São Paulo, é a capital científica do Brasil. Na cidade funcionam o Instituto Tecnológico de Aeronáutica, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, a Embraer e outras empresas nas quais a tecnologia de ponta é marca. Esse ambiente privilegiado acabou "contaminando" a Escola Moppe, que há cinco anos mantém um clube de Ciências.

Os fundadores são alunos, professores e pais, como Carlos Alexandre Wuensche, cientista como vários outros. Todos se reuniram em torno do projeto Colonizando Marte. Na época, a Nasa, agência espacial norte-americana, desenvolvia programas de exploração do planeta vermelho.

A possibilidade de mesclar ficção e conhecimento seduziu um grupo de estudantes de 3ª a 8ª série. Como uma viagem tripulada a Marte é ainda pouco provável, o trabalho tinha tudo para não sair dos limites do laboratório — como nos antigos clubes de Ciências. Os aspectos humanos e sociais, no entanto, também foram privilegiados.
A garotada aprendeu conceitos científicos e matemáticos e avançou em discussões sobre a formação de uma nova sociedade. Quem seriam os primeiros a viajar para Marte? Quais deveriam ser as preocupações relativas à preservação do meio ambiente? Naturalmente apareceu a ligação com o cotidiano da turma. A coordenadora pedagógica Simone Estácio explica: "Os temas abordados fizeram os alunos pensar em como anda nossa sociedade aqui na Terra".

As atividades do Colonizando Marte duraram quase três anos. Divididos em cinco grupos, os alunos se embrenharam em conceitos matemáticos e científicos de ponta. A astronáutica entrou no cálculo da melhor data para o lançamento do foguete (por mais que ninguém tivesse a pretensão de viajar, de fato). As noções de empuxo foram aprendidas ao calibrar, em escala reduzida, a potência do propulsor do veículo. E vários conceitos de Biologia e Química entraram em cena para realizar a eletrólise da água (gerando oxigênio e hidrogênio). Por fim, todos tiveram noções de eletricidade com a montagem de um painel solar para fornecer energia à espaçonave.

Os resultados foram apresentados em feiras de Ciências na própria cidade e a Moppe acabou selecionada para as edições de 2000 e 2001 da SBPC Jovem, evento paralelo às reuniões anuais da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, realizadas em Brasília e Salvador.
Maquete da nave: projeto une conceitos científicos, matemáticos e humanos
Maquete da nave: projeto une conceitos científicos, matemáticos e humanos
Móbile: com o aparelho, se determina a melhor data para o início da viagem
Móbile: com o aparelho, se determina a melhor data para o início da viagem
Propulsor: na calibragem, noções de empuxo e do princípio de ação e reação
Propulsor: na calibragem, noções de empuxo e do princípio de ação e reação
Painel solar: a energia luminosa é transformada em energia elétrica
Painel solar: a energia luminosa é transformada em energia elétrica
Duas dicas 
Nem só os pais que trabalham em empresas de tecnologia são bem-vindos no clube de Ciências. Agricultores podem contribuir com informações para conhecer as plantas ou a composição química do solo. Metalúrgicos trazem sua experiência sobre o funcionamento de máquinas ou robótica.

Na hora de escolher os temas de estudo, o próprio ambiente em torno da escola é uma boa fonte de idéias. A transformação do lixo em adubo, por exemplo, pode virar um curso de Química.

Projetos variados 

Na Escola Moppe, o tecnicismo é evitado a todo custo nos projetos. O barato é criar situações que tenham ligação com a realidade da turma e sejam ao mesmo tempo curiosas e estimulantes. Confira aqui exemplos de como fazer do clube de Ciências um espaço de experimentação e diversão.

1. Enquanto descobriam o poder dos ventos como forma de energia alternativa, os sócios do clube construíram um carro movido a vela.

2. Para estudar formas alternativas de transporte, os alunos montaram o protótipo de um veículo flutuante (em inglês, hovercraft). 
3. Uma estação meteorológica (fotos) está sendo construída na escola. "Queremos mostrar a relação entre as ações do homem na natureza e o clima", diz Eunice Gavioli, que coordena o grupo.
Pluviômetro: indica a intensidade da chuva
Pluviômetro: indica a intensidade da chuva
Biruta: determina a direção dos ventos
Biruta: determina a direção dos ventos
Barômetro: mede a pressão atmosférica
Barômetro: mede a pressão atmosférica
Como montar um clube 

Geralmente o clube de Ciências funciona em horários alternativos e reúne estudantes de várias classes. Temas de estudo precisam ser claramente definidos para que os interessados se habilitem. Por mais informal que seja o clube, é bom manter um mínimo de organização. Uma ficha de inscrição dá conta do "quadro social". As atividades devem ser abertas a todos, mas recomenda-se a divisão por grupos: 1ª a 4ª série e 5ª a 8ª. "No nosso primeiro ano as crianças trabalhavam todas juntas e logo percebemos que as expectativas são diferentes", relata a professora Eunice Gavioli, da Escola Moppe, em São José dos Campos. "As mais novas têm menos paciência, querem projetos de resposta mais rápida." O ideal é que os conteúdos não sejam completamente independentes do que é ensinado em sala de aula, o que pode significar alguma adaptação do currículo. "A simples discussão de um novo projeto gera um tititi muito saudável na turma toda", garante Eunice. Ou seja, é uma boa chance de estimular a troca de informação entre os sócios do clube e os demais colegas.

Mito 

Para montar um clube de Ciências, a escola precisa ter um bom laboratório, certo? Errado. Durante anos essa foi uma crença difundida. A realidade mostra que ela não é verdadeira. De que adianta ter equipamentos e não relacionar os conteúdos aos temas do cotidiano? Por isso, o que realmente importa é o foco na criação de projetos que interessem aos alunos.

O professor Jorge Machado classifica esse trabalho de educação científica. "Ao montar um clube, tome como base o trinômio ciência-tecnologia-sociedade. Não faz diferença ter acesso a um laboratório, porque as questões científicas não estão isoladas do contexto social, político e econômico dos estudantes." Ou seja, muito mais importantes do que a infra-estrutura são os objetivos de uma atividade como essa.

Fonte: Nova escola

17 de agosto de 2016

Rede Internacional de Clubes de Ciência!

Você já faz parte da RICC?

O portal Rede Internacional de Clubes de Ciências reúne e comunica experiências em Clubes de Ciências que acontecem em escolas. É um canal para produzir e compartilhar práticas inovadoras de ensino e pesquisa em contextos de Educação Científica na América Latina.  São nossos parceiros, estudantes, professores e outros profissionais da educação que possuem interesse em formar um coletivo em prol desses espaços de ensino de ciências na escola. 


12 de agosto de 2016

Uma lâmpada caseira!

Vamos fazer uma lâmpada caseira?

Materiais:

  • 1 copinho de isopor 
  • 2 jacarezinhos
  • Fita
  • Grafite 0.5
  • 8 pilhas D
  • Béquer grande 

Confira o vídeo do passo a passo dessa experiência que foi feita na E.B.M Machado de Assis, em Blumenau.



Essa é uma experiência simples e muito interessante, já que podemos entender mais ou menos como uma lâmpada funciona!

2 de março de 2015

Clubes de Ciências de Blumenau na 8ª MIPE



Em setembro de 2014 os clubes de ciências, Aventureiros do Conhecimento, Gatos do Mato, Girassol e Fritz Müller, participaram da 8ª Mostra Interna de Pesquisa, Ensino e Extensão
Os clubistas apresentaram os trabalhos realizados no primeiro semestre de 2014

Junto com os bolsistas do PIBID os clubistas reproduziram experiências e dinâmicas realizadas na escola

Durante a mostra os clubistas tiveram a oportunidade de explicar seus projetos para os professores e alunos da graduação

Todos puderam circular pelo evento para conhecer um pouco mais sobre o que é feito em outros subprojetos do PIBID FURB e pelos acadêmicos da universidade

Ao final da mostra cada clube foi premiado com dois exemplares do livro “A Magia da realidade” de Richard Dawkins


25 de abril de 2014

Estudando a respiração – Aparelho respiratório em garrafa PET

Para os alunos pode ser difícil imaginar o que acontece dentro do nosso corpo quando respiramos e o modelo de sistema respiratório é uma demonstração muito legal para as crianças.

Com ele é possível ver como os pulmões se enchem de ar e como funciona o diafragma. 

Materiais

- 1 Garrafa PET 2L
- 2 Bexigas
- 1 Bexiga grande
- 1 Canudos ou pedaços de mangueira fina
- Cola-quente ou Fita isolante ou Fita crepe

Como montar

- Cortar a garrafa PET um pouco acima da metade e fazer um furo na tampa, do tamanho do canudo ou mangueira.
- Cortar o canudo em 3 partes, caso o canudo seja pequeno utilize 2 canudos.

- Colar os canudos como mostrado na figura acima.
- Os canudos devem ficar bem colados, de forma que o ar não escape.
- Fixar os balões nos canudos, eles devem se bem presos aos canudos.
- Colocar a tampa na garrafa e passar fita isolante ao redor do canudo que ficará fora da garrafa, para que o ar não escape.
- Prender o balão grande na parte de baixo da garrafa, o balão deve ficar esticado, mas de forma que você consiga puxar o balão para baixo, para encher os balões.

Novo clube de Ciências em Blumenau

O Clube de Ciências Águias do Conhecimento da E.E.B. Governador Celso Ramos retomou suas atividades em Março de 2014, e contou com um curso de formação para os clubistas, ministrado pelo Prof. Edson Schroeder.

O curso teve como objetivo explicar um pouco sobre o funcionamento de um Clube de ciências, o que é feito no Clube, algumas tarefas que deverão ser realizadas agora no início como a escolha do nome e do logotipo do Clube e sugestões de atividades que podem ser realizadas pelos clubistas.


Após a apresentação o Clube recebeu o livro “Biodiversidade Catarinense” para a inauguração da sua biblioteca. 

18 de fevereiro de 2014

Cine Ciências

Para os dias de chuva ou para o final de ano boa dica é o cine ciências, essa ideia foi utilizada pelos clubes de ciências das escolas básicas municipais Leoberto Leal, Machado de Assis e Prof. João Joaquim Fronza em Blumenau.

Cada clube escolheu um filme para trabalhar sobre o meio ambiente
Os filmes escolhidos foram:


O Lorax: Em Busca da Trúfula Perdida


Planeta Terra: O mundo como você nunca viu – Episódios “De Polo a Polo” e “Florestas Sazonais”


As Aventuras de Pi




Depois do cine ciências cada grupo fez uma discussão sobre o filme que tinham acabado de assistir, apontando as diferentes formas de interação entre os animais, humanos e o meio ambiente.
 Outras sugestões de filmes para o cine ciências


           Filmes:
                                                Procurando Nemo                     Bee Movie   


                                         Os Croods                              Wall-e


                                          Avatar                             Vida de Inseto


   Documentários:


                                            Vida                                    Planeta Água


                                      Ilha das Flores                A história das coisas      


                                  Muito Além do peso                    Terra                   

Disponíveis na internet:
 A História das Coisas

Disponíveis no LIE:
Vida
Planeta Água




11 de fevereiro de 2014

Produções dos Clubes de Ciências após o curso no Laboratório Interdisciplinar de Formação de Educadores (LIFE) na FURB.

Durante os meses de outubro e novembro foram realizados três encontros no LIFE com os bolsistas e supervisores do PIBID para que pudéssemos conhecer novas formas de utilizar a tecnologia como meio de ensino e aprendizado.

No final dos encontros foram produzidos os trailers para o projeto curtas da      E. B. M. Machado de Assis, o Herbário Didático Digital da E. B. M. Leoberto Leal e o projeto para a realização de um filme pela E. B. M. Professor João Joaquim Fronza.



Os trabalhos já concluídos podem ser vistos nos links abaixo:

Herbário Digital




Trailer e Curta “Epidemia”, vencedor do Projeto Curtas Sustentabilidade